24/04/2011

Buraquinhos e buraquinhos...

Acalmem-se! Os "causos" a seguir são apenas mais algumas historiazinhas bizarras sobre os buracos que desnecessariamente são preenchidos em nossas vidas. Hahaha. Vamos lá...

João-e-o-nariz-de-feijão Havia um menininho em Três corações, Minas Gerais, que começou a se queixar de muita dor no nariz, e esse estava exalando um mau-cheiro misterioso. A mãe levou-o no médico, que descobriu que o pequeno havia colocado um feijãozinho em uma das narinas, e esse estava começando a brotar e já haviam aparecido até mesmo pequenas folhinhas; como quando o plantamos em um algodão, quando crianças. Mais eficaz que o algodão.

Zumbe Que Eu Te escuto! O segundo caso passou-se em Taubaté, interior de São Paulo, cidade onde eu nasci; com um vizinho meu. A própria mãe do rapaz contou para a minha avó na época.
O menino, com 14 anos de idade, foi a um parque de diversões e, assim que chegou em casa, uma dorzinha de ouvido que havia aparecido no parque começou a piorar. A dor piorou de uma maneira que ele gritava a medida que a mãe colocava remédio.
No mesmo dia foram ao pronto socorro e descobriram que havia entrado um enorme bicho voador no seu ouvido, provavelmente, enquanto estavam em algum brinquedo alto.

A Lagoa Azul O terceiro ocorreu com o meu tio mais velho. Esse causo é curto mas a situação é, sem dúvidas, ridiculamente constrangedora. Construam a cena...
Ele, durante a adolescência foi fazer um exame de ouvido e, minha avó do lado, estranhou quando o médico começou a se surpreender e questionar: "Nossa, mas o que é essa massa azul?", e com certeza o constrangimento foi maior ainda quando ele mesmo confessou que cutucava o ouvido com caneta esferográfica quando não tinha o que fazer. Adolescentes e seus orifícios insaciáveis!...

23/04/2011

Desabamento do sobrado

Causo aterrorizante que começa numa noite chuvosa. Nada paranormal, muito pelo contrário, um fato comum. Talvez não para uma criança de 11 anos; mas algo marcante a ponto de destacar detalhes da historia.

Minha avó Myrian e sua tia Maria Luiza haviam acabado de sair do cinema em Três Corações - MG e foram caminhando pela rua junto com mais pessoas no caminho de volta. Pararam para conversar com um conhecido e mais quatro pessoas que também haviam assistido a sessão continuaram andando. De repente, ouviram um estalo muito alto no final da rua, e quando viram um sobrado enorme havia desabado. Duas pessoas conseguiram correr, mas uma moça e um rapaz não fugiram a tempo. Minha avó, com apenas 11 anos de idade viu os corpos serem retirados dos escombros, e assim descobriu que a moça estava grávida. Ela estava com um vestido azulão, de seda, com uma barriga enorme e uma fratura exposta na perna. Viu também o desespero dos outros dois, que se salvaram, chorando pelos respectivos cônjuges.

No enterro da moça que estava grávida, minha avó se recorda dos outros filhinhos dela, ainda pequenos, 2 ou 3 anos de idade, chorando, pedindo pela mãe.
Foi esse um dos primeiros contatos de minha avó, ainda muito novinha, com a morte, assim tão de perto.

Presente valioso

Meu tio Marcelo Paixão, filho de minha avó Myrian, decidiu trabalhar com música ainda muito novinho, no começo da adolescência. No auge dos anos 80, começou a "agulhar" nas melhores discotecas da região do Vale do Paraíba, como ele e seus amigos Dj's costumavam dizer. Tocava os maiores sucessos e em pouco tempo ganhou um certo reconhecimento.

Minha família frequentava o Taubaté Country Club desde 1951, e meu tio, por ser filho de casal tradicional, começou a ser chamado para tocar nas festinhas do clube. Nessa mesma época ele estava começando uma associação com um amigo, onde dividiriam despesas para financiarem discos, equipamento e divulgação. Os dois tocariam juntos em diversas boates. A parceria deu certo por um tempo, até a desistência do tal sócio, bem no momento em que as carreiras estavam começando a realmente engrenar.
O rapaz levou metade dos discos para a casa dele e parte do equipamento.
Meu tio, que não aguentava ficar mais tempo fora da ativa, foi até a casa dele para tentar negociar, mas o ex-sócio pediu uma quantia muito grande em dinheiro, incalculável, difícil de converter para nosso dinheiro atual.

Quase desistindo; sentou-se na sala de Tv da casa da minha avó, onde ainda morava. Meu bisavô Luiz, avô de Marcelo, que na época já mal enchergava mas havia acompanhado toda a história quietinho, sem pouco intervir, chamou meu tio no canto e perguntou algo como "Marcelo, quanto seu amigo quer pelo material todo?"; meu tio respondeu que era muita coisa, para deixar para lá, que a situação já estava quase esquecida; mas meu bisavô insistiu, e assim que meu tio revelou, Luiz deu um jeito de mexer em seu dinheirinho que guardava para emergências no Banco, e mais uma vez, ajudou um neto.
Me tio buscou todas as coisas na casa do rapaz e continuou tocando. É Dj até hoje.
Aqui termina mais uma história dessa pessoa GRANDE e maravilhosa que se tornara o manso e sereno ex-bancário, Luiz Guerra Paixão.


Luiz, ao lado da esposa Zina, com o genro Fausto Garcez e o neto Marcelo.